briefing de conselho
Um briefing de conselho existe para decidir, não para informar. O conselheiro precisa sair da leitura sabendo o que importa, o que está em risco e o que deve perguntar na reunião — nesta ordem.
O que importa
Abra com a tese da reunião em três linhas: decisão pedida, alternativa relevante e recomendação da gestão. Sem contexto histórico no topo. Sem slides de “overview”.
- Decisão: o que o conselho precisa aprovar, rejeitar ou adiar.
- Materialidade: impacto em caixa, risco, reputação ou mandato.
- Timing: o que muda se a decisão sair desta reunião ou da próxima.
Riscos
Liste só riscos que alteram a decisão. Cada item com dono, probabilidade relativa e mitigação já em curso — não um catálogo genérico.
- Risco residual após mitigação, não o risco bruto.
- Assunções frágeis (preço, volume, regulação, execução).
- O que a gestão não sabe e ainda trata como certo.
Perguntas a fazer
Cinco perguntas no máximo. Preferir as que a gestão evitaria responder em público se pudesse.
- O que precisaria ser verdade para a recomendação falhar?
- Qual indicador antecipa o erro — e com que defasagem?
- Se o conselho disser não, qual é o plano B operacional?
Open items
Feche com pendências nominais: dono, prazo e critério de “feito”. Briefing sem open items vira arquivo. Briefing com open items vira mandato.
Formato útil: pauta → riscos → perguntas → open items. Uma página. Sem fluff.